quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Como é um Velório ou Funeral no Canadá

Posted by MARDEN BASTOS -Real Estate Sales Representative at EXIT Realty Lake Superior at 23:07
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Se o assunto lhe incomoda, não leia. Mas ele faz parte da vida!  E o objetivo do blog é partilhar os diferente assunto relacionados a vida no Canadá.
Como hoje eu passei novamente por esta experiência, resolvi partilhar com vocês pois me senti perdida quando fui ao meu primeiro velório no Canadá. Embora este não seja um tópico agradável de escrever, mais cedo  ou mais tarde iremos vivenciar uma situação como esta aqui. Pode ser pais de um colega, um colega, um vizinho, um cliente, marido ou esposa de alguem conhecido, seja lá quem for, gostando ou não gostando, uma hora teremos que presenciar  a cerimônia e ela é um pouco diferente do que estamos acostumados no Brasil.
A primeira vez que participei de um serviço funeral aqui no Canadá eu me senti perdida, pois os costumes são diferentes. Quando participei de um memorial, eu não tinha a menor idéia do que esperar. Para mim velório e memorial service era a mesma coisa. 

Primeiro que aqui não tem serviço de 24 hs. Os velórios aqui duram dias. Na maioria dos serviços que participei eram 3 ou quatro dias.
Geralmente as pessoas são veladas em casas de funeral e somos avisados de que o serviço acontecerá no dia ou dias, tal às tantas horas. Geralmente são duas a quatro horas de serviço e pode acontecer em mais de um dia. Geralmente o sepultamento ou cremação é uma cerimônia reservada somente a família e aos amigos íntimos ou pessoas convidadas.
Durante o velório é bastante comum ter objetos favoritos da pessoa,cartas ou coisas escritas pela pessoa,  tela com fotos de eventos marcantes da vida dela. Nem sempre o corpo está presente. E quando estava, nada de excesso de flores, velas e outras cenas desnecessárias de descrever.
O ambiente geralmente é sereno. Talvez pelo fato do velório durar mais dias e durante apenas algumas horas,depois  os parentes voltam para casa e descansam. Isto parece ajudá-los a assimilar a realidade e despediro aos poucos do ente querido. Quando chega o dia final acredito estarem mais preparadas para o adeus. Nunca participei de um enterro, mas meu marido já e ele me disse que era tranquilo, sem crises histéricas. Havia choro, mas nada absurdo.
Quando participei do primeiro memorial, eu estava sem a menor noção do que aconteceria. A primeria surpresa foi que a pessoa já havia sido cremada e lá estava as cinzas nas urnas ( sim, eram 4, pois a familia decidiu que ficaria uma para a esposa e uma para cada uma das filha e uma para os pais do moço).
A cerimônia religiosa não seguiu ao ritual de uma missa e sim leitura de poucas passagems bíblicas  e relação destas passagens com a vida do celebrado. Num determinado momento o pastor começou a contar casos que envolviam os dois e chamou aos presentes para que viessem a frente e falassem de passagens marcantes que conectava os dois. Num determinado momento três rapazes foram a frente e contaram que eles tocavam juntos e tinham uma banda e tocaram a música que ele mais gostava. Outra pessoa veio a frente e contou casos engraçados envolvendo uma caçada que os dois fizeram e todos riam dos casos.  Aos final fomos todos convidados para um almoço num salão de um clube de golfe.
Hoje eu fui ao memorial da minha professora de piano. Ela havia sido sepultada ao meio dia  e o memorial foi agora a noite. Muitas fotos e um telão com várias fotos dela e da família estava na frente do salão. Uma cerimônia para poucos convidados, talvez umas 50 pessoas. Primeiro uma palavra religiosa do pastor da igreja que ela frequentava. Depois um depoimento do marido e dos filhos sobre o que ela foi. Todos contaram casos sobre a vida deles o que nos fez conhece-los um pouco mais.  Os filhos que são músicos tocaram juntos uma música que ela gostava muito, um filho ao piano, o outro na trompa e num dado momento o marido convidou a todos para cantar Amazing Grace. Ao final fomos convidados para um café num outro salão do memorial service. Depois conversando com o filho pianista , ele me disse o quanto foi dificil, que ele começou a errar quando as emoções brotaram, mas aí ele pensou na música e se corrigiu. Se ele realmente errou, eu não percebi, pois a gente acaba se envolvendo no clima da celebração e se emocionando.
Uma coisa que é bem comum aqui é mandar flores para o local do cerimonial ou se preferir fazer um donativo para uma instituição que a família escolhe. Muita gente acha um desperdício gastar dinheiro em uma corbélia e prefere doar o dinheiro para uma causa nobre.  Não há nada de errado se você perguntar o que a familia prefere: as flores ou o donativo. Na maioria das vezes eles vão querer o donativo.
Em alguns casos, pessoas mais íntimas podem correr um envelope para donativos a familia quando se trata de alguém de poucas posses ou em casos de doenças em que a família gastou muito e se encontra em dificuldades. Mas se você não é íntimo o bastante, não inicie o pedido. 
Há sempre um livro  de presença para assinar na entrada. 
É sempre de bom tom, ir bem vestido, discretamente, mas não necessariamente de preto. Homens preferencialmente devem usar ternos ou pelo menos camisa social e gravata. Também é de bom tom enviar um cartão de condolências para a família. Nunca entregar em mãos.
Um detalhe: quando a pessoa vai ser sepultada e é inverno, o enterro só acontece depois da metade de abril ou maio, porque o solo está congelado e não há como furar o chão.
Caso você se veja numa situação como esta, saberá o que esperar e não se sentirá um peixe fora dágua.

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