quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Idioma, e a História Continua

Posted by MARDEN BASTOS -Real Estate Sales Representative at EXIT Realty Lake Superior at 21:32
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Quando estamos no Brasil, falando em inglês com pessoas brasileiras, nosso ouvido se acostuma com o sotaque dos nossos conterrâneos, com a velocidade de quem fala uma segunda língua, com as falhas e erros da pronúncia . Ou melhor , do jeito que achamos que deve ser falado. A maioria das situações são controladas, desenvolvidas dentro do esperado. Dependendo do nível do nosso inglês nos sentimos bastante confidentes com a nossa fluência. Mas quem deve medir nossa fluência não somos nós e sim as pessoas que nos ouvem. E a nossa confiança pode cair do cavalo já na entrada. Lá na alfândega. Todas as vêzes que alguém disser a você: Pardon me! ou I beg your pardon! enquanto você fala alguma coisa, pode ter a certeza de que se ele  ou eles estão lhe pedindo para repetir. Portanto avalie sua pronúncia.
E é por isto que muitas empresas fazem a primeira entrevista pelo telefone. Se você consegue se fazer entender pelo telefone , você já venceu uma barreira.
Quando saímos do Brasil e vamos para qualquer lugar que fala a nossa segunda língua, seja ela inglês, espanhol, francês, alemão, whatever, caímos no verdadeiro campo de batalha. A realidade é que sabemos menos do que julgamos saber. E devemos ter consciência de que a jornada de aprendizado está lá pelo metade, quem sabe até menos.
Hoje, depois de 7 anos morando no Canadá, ter feito um curso de college, eu me deparo com situações corriqueiras que só me dou conta quando ela acontece.
Eu estava hoje indo a um chá de bebê e parei numa loja de dolar para comprar um cartão e sacola para colocar os presente. Nisto minha unha quebrou. Procurei uma lixa de unha na loja, mas como era bem bagunçada, eu não achei. E agora? Eu precisava perguntar. Eu sei que o verbo lixar é “to sand”, que lixa para madeira chamasse “sandpaper”, e enquanto eu conversava com meus botões a garota chegou até mim e me perguntou se eu precisava de alguma coisa e eu perguntei por “nail trim”. Ela pegou o cortador de unha e me entregou. Nisto eu vi a lixa de unha e perguntei como se chamava: “nail file”. Mais tarde meu marido me disse que lima de metal é chamado “file”.
Portanto se um dia você se encontrar numa situação como esta , procurando alguma coisa que você não sabe o nome, nao fique chateado, você não será o único. pegue o objeto e pergunte pelo nome dele. Muitos outros já vivenciaram isto antes no supermercado, na loja de móveis, de departamento, construção civil, farmácia, no médico. Não tenha vergonha. Sabe o seu segundo dedo, aquele que se chama INDICADOR, então, use, aponte e pergunte, como isto se chama? Só assim você vai aprender.
Bom, fui para a festinha. Lá no chá de bebê uma das brincadeiras era advinhar quantos “washcloth” a futura mamãe ia ganhar. Eu nem puz o número, escrevi ZERO. Durante o andamento da abertura dos presentes alguém gritou “four wash cloth’. E eu pensei com meus botões. Quem no mundo de hoje, em terra de extremo consumismo vai dar fralda de pano para uma mãe canadense? Bom, mais uma palavra nova para meu vocabulário: “washcloth” é um paninho para limpar a face ou boca do bebê , que também pode ser chamado de “face cloth”ou “washrag”. Então futuras brasileirinhas, quando forem a um chá de bebe, já sabem, se perguntarem quantos “washcloth” a futura mamãe vai ganhar, de acordo com o conhecidos que estavam lá os pacotes costumar vir com 4 a 7 unidades. Então calculem.
Situações como esta acontecem normalmente, com diferentes coisas. Semana passada eu precisava de uma cola especial de carpinteiro para colar uma lâmina de madeira e a que eu vi não havia funcionado numa tentativa anterior. E no meio daquele monte de cola eu não exitei em perguntar. E para minha surpresa a atendente me sugeriu uma tal de "adhesive ciment" que eu imaginei ser aquelas colas compactas. Na realidade era uma cola consistente mas líquida, ideal para laminado.
No começo a situação é um pouco mais complicada. A mistura de sotaques, a velocidade das conversas, as palavras que se emendam e parecem outras, a falta de vocabulário, a desconhecimento de girias e expressões faz com que nosso entendimento seja mais lento. Somos formais em conversas gerais até aprendermos as girias e expressões.
Uma boa maneira de aprender a linguagem do dia a dia é ler jornais e artigos de revista. Aliás esta era das atividades que era desenvolvida conosco no curso de ESL.

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